quinta-feira, 17 de julho de 2014

Premiê israelense ordena operação militar por terra na Faixa de Gaza


Operação deve começar na noite desta quinta-feira, na fronteira de Gaza.
Após breve trégua, bombardeios foram retomados em ambos os lados.


Após uma breve trégua de cinco horas no conflito entre Israel e o Hamas, iniciado há 10 dias, um foguete lançado a partir de Gaza atingiu a localidade israelense de Ashkelon, anunciou o exército, dando início novamente aos combates aéreos.
O foguete caiu exatamente às 15h locais (9h de Brasília), afirmou o exército israelense em um comunicado. Os dois lados concordaram com um cessar-fogo por motivos humanitários entre 10h e 15h (4h e 9h de Brasília), a pedido da ONU.
Logo após o disparo palestino, aviões israelenses atacaram um espaço ao ar livre do norte de Gaza.
A breve trégua trata-se do primeiro cessar-fogo aceito pelas duas partes desde que Israel iniciou sua ofensiva militar 'Limite Protetor' há dez dias. Segundo os serviços de emergência palestinos, 230 pessoas morreram e 1,6 mil ficaram feridas na Faixa de Gaza até o momento. O exército israelense diz que militantes de Gaza lançaram mais de 1.300 foguetes sobre Israel.
Negociações
Representantes de israelenses e do movimento islamita Hamas, que controla a Faixa de Gaza, estavam reunidos no Cairo, no Egito nesta quinta para tentar chegar a um acordo.
Um oficial israelense chegou a afirmar que Israel e o Hamas alcançaram um acordo para um cessar-fogo a partir de 6h desta sexta-feira (18) em Gaza (0h de Brasília). Um porta-voz do Hamas, entretanto, negou a existência de um acordo com Israel sobre um cessar-fogo, rejeitando assim a versão israelense.
O Hamas rejeitou no início da semana uma primeira iniciativa de cessar-fogo apresentada pelo Egito e que havia sido aceita por Israel.
Dezenas de palestinos aguardam para sacar dinheiro em banco da cidade de Gaza nesta quinta-feira (17) (Foto: Mohammed Salem/Reuters)Dezenas de palestinos aguardam para sacar dinheiro em banco da cidade de Gaza nesta quinta-feira (17) (Foto: Mohammed Salem/Reuters)