domingo, 28 de setembro de 2014

FLAMENGO É CAMPEÃO DO MUNDO DE BASQUETE

 
Agora não falta mais nada. Depois do Carioca, do NBB, da Liga das Américas e da Liga Sul-Americana, o torcedor do Flamengo pode encher a boca para falar que tem o título mais importante de clubes do planeta: a Copa Intercontinental de Clubes. Numa atuação coletiva perfeita e com grandes atuações individuais do argentino Nico Laprovittola e do americano Jerome Meyinsse, o time comandado pelo técnico José Neto derrotou o Maccabi Tel Aviv com sobras por 90 a 77 (46 a 36), neste domingo, na quase lotada Arena da Barra, e agora pode dizer que é campeão de tudo. O time carioca precisava de uma diferença de no mínimo quatro pontos após a derrota por 69 a 66 na primeira partida, na última sexta-feira.
Assim que o cronômetro zerou, a torcida do Flamengo invadiu a quadra para festejar junto com os jogadores, num ambiente de euforia generalizada. 
Com 24 pontos e seis rebotes, o argentino Nicolas Laprovittola, que terminou a partida eliminado com cinco faltas, foi o grande nome da conquista rubro-negra. Jerome Meyinsse, que anotou 22 pontos e cinco rebotes, e Marquinhos, com nove pontos, quatro rebotes e duas assistências, também se destacaram. Pelo lado israelense, Jeremy Pargo, cestinha do jogo com 28 pontos, sete assistências e seis rebotes, Keith Hayes, com 15, e Guy Pnini, que contribuiu com 10, foram os maiores pontuadores
Com o campeão da Euroliga no bolso, a equipe rubro-negra agora vai arrumar as malas para encarar os jogos contra Phoenix Suns, Orlando Magic e Memphis Grizzlies pela pré-temporada da NBA.
A tarde de domingo começou esquisita para o Flamengo. Mesmo com a Arena da Barra quase lotada, os frios rivais nem deram bola para a pressão e decidiram matar bolas. Foram três seguidas, uma delas de três de Pnini, que deram uma vantagem de 7 a 0 para os visitantes em pouco mais de dois minutos de jogo.

José Neto confiou no taco de seus jogadores e segurou um pedido de tempo que poderia ser providencial àquela altura. A decisão deu certo, e Marquinhos começou a reação numa bola de três. A torcida foi junto com o time, e o Maccabi até então 100% passou a errar. Melhor para os donos da casa, que com outra bola de três de Marquinhos e uma cesta na marra de Jerome Meyinsse, assumiram a liderança pela primeira vez.
 
A virada inflamou a torcida rubro-negra, e a diferença rapidamente chegou a sete pontos (16 a 9). Com 10 pontos no quarto, Laprovittola comandava as ações, enquanto Marcelinho, novamente com a pontaria descalibrada, deu lugar a Olivinha. Guy Goodes mudou todo o time de Maccabi, e, aos poucos, os campeões europeus foram tirando a diferença para passar a frente no minuto final. Mas com uma bola de três de Walter Herrmann, foi o Flamengo que fechou o primeiro período na frente, com uma vantagem de 27 a 25.

José Neto mudou o time quase todo e voltou para o segundo quarto com Benite, Olivinha e Caracter, além dos titulares Laprovittola e Herrmann. Mas o cartão de visitas na volta para a quadra foi de Hayes. Com uma bola de três, o armador americano recolocou o Maccabi à frente. O jogo então passou a ser lá e cá, assim como a liderança, que mudava de lado a todo instante.
Mas a pouco mais de cinco minutos do fim do primeiro tempo ela resolveu se estabelecer do lado rubro-negro. De volta, Marcelinho desencantou com cinco pontos seguidos, três deles na sua primeira bola de três nessas finais, e ampliou a diferença para sete pontos (39 a 32). O momento era todo do capitão rubro-negro, que em outra bonita jogada individual deixou Olivinha livre para marcar mais dois. O lance fez a Arena da Barra delirar.

Incrédulos, os campeões da Euroliga sentiram a pressão, passaram a errar um ataque atrás do outro e ficaram mais de três minutos sem pontuar.  A seca acabou a 1m38s do fim, num lance livre solitário de Jeremy Pargo.  Foi o suficiente para o treinador para José Neto parar o jogo. Embora o pedido de tempo tenha sido feito pelo Flamengo, a irritação no banco estava do outro lado. Aos berros e num dialeto só dele, que misturava hebraico e inglês, Guy Goodes não perdoou e "passou o sabão" em seus comandados.