quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Premiê japonês pede ajuda a líderes do Oriente Médio para libertar reféns


Vídeo divulgado pelo Estado Islâmico mostra dois reféns japoneses; grupo ameaçou mata-los em 72 horas caso não receba US$ 200 milhões de resgate (Foto: AP)Estado Islâmico divulgou vídeo no qual exige US$ 200 milhões.
Nas imagens, dois japoneses aparecem sob o poder do grupo jihadista.

Da EFE
 
O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, pediu ajuda aos líderes do Oriente Médio para libertar os dois reféns japoneses ameaçados de execução pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI), informou nesta quarta-feira (21) a emissora pública 'NHK'.
Durante sua viagem pelo Oriente Médio, que acabou afetada pela notícia do sequestro, Abe se reuniu com o presidente palestino Mahmoud Abbas, que mostrou disposição para trabalhar com Tóquio e combater o terrorismo.
Abe manteve conversas telefônicas na terça-feira (20) com o rei Abdullah da Jordânia, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan, e o presidente egípcio Abdul Fatah al Sisi.
Em seu diálogo com o rei Abdullah, Abe disse que as ameaças de morte aos reféns, como meio de se conseguir suas próprias exigências, são imperdoáveis, e acrescentou que o Japão se comprometeu a ajudar com US$ 200 milhões os países da região com gastos não militares, medidas que incluem o apoio a pessoas refugiadas e desalojadas pelo EI.
O primeiro-ministro acrescentou que o grupo jihadista revela sua natureza cruel ao criticar tal ajuda.

Abdullah garantiu que a Jordânia está disposta a reunir o máximo de informações possíveis, assim como proporcionar outras formas de apoio para resolver essa crise.

Abe fez o mesmo pedido a Erdogan e Al Sisi, e ambos expressaram sua vontade de ajudar.
O ministro das Relações Exteriores do Japão, Fumio Kishida, por sua vez, fez um pedido aos chanceleres francês e americano para ajudar na libertação dos reféns.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, e o ministro das Relações Exteriores francês, Laurent Fabius, prometeram fazer o possível para resolver o incidente, disse Kishida a jornalistas em Londres, onde se encontra para participar de uma reunião de segurança com o governo britânico.
Está previsto que o ministro faça esse mesmo pedido ao chanceler britânico, informou um funcionário do governo japonês.
O EI ameaçou executar dois reféns japoneses, identificados como Haruna Yukawa e Kenji Goto, se não receber o pagamento de um resgate no valor de US$ 200 milhões, uma quantia idêntica a que Abe anunciou que destinará em ajuda aos países afetados pelo grupo jihadista.
Sabe-se que Yukawa esteve viajando por países como Síria e Iraque com fins comerciais, enquanto Goto, um conhecido jornalista freelancer, desapareceu em outubro depois que decidiu ir à Síria.