domingo, 15 de janeiro de 2017

Itep monta 'operação de guerra' para reconhecer corpos de presos no RN


Rebelião na Penitenciária terminou neste domingo após 14h.
Governo não confirma número de mortos, mas diz que há mais de 10.

Anderson Barbosa, Fernanda Zauli e Fred CarvalhoDo G1 RN
Polícia faz revistde presos (Foto: Adriano Abreu/Tribuna do Norte)Polícia faz revista de presos (Foto: Adriano Abreu/Tribuna do Norte)
O Instituto de Técnico-Científico de Polícia (Itep) está montando uma 'operação de guerra' para identificação dos corpos dos presos mortos durante a rebelião que durou pouco mais de 14 horas na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte. Uma carreta frigorífica foi contratada para armazenar os corpos, e legistas do Ceará e da Paraíba vão auxiliar no processo de identificação.
De acordo com o Itep, o órgão está preparado para receber 100 ou mais corpos, se for o caso. Uma fonte ligada ao governo informou que até a última atualização desta reportagem pelo menos 25 mortes haviam sido confirmadas. Oficialmente, o governo do RN diz apenas que há "mais de dez mortos".
Os corpos serão levados da penitneciária para o Itep nos rabecões e nos carros de perícia. "Estamos com todo o aparato pronto para receber os corpos e trabalhar na identificação", informou Thiago Tadeu, chefe de gabinete do Itep.
rebelião na Penitenciária Estadual de Alcaçuz acabou após 14h20. Os detentos, que se rebelaram às 17h deste sábado (14) (horário local, 18h em Brasília), se renderam às 7h20 deste domingo (15) após a Tropa de Choque da Polícia Militar entrar nos pavilhões. Segundo a Secretaria de Segurança, não houve troca de tiros.
A rebelião começou com uma briga entre presos dos pavilhões 4 e 5. Segundo o governo, a briga estava restrita aos dois pavilhões. O pavilhão 5 é o presídio Rogério Coutinho Madruga, que fica anexo a Alcaçuz. Há separação entre presos de facções criminosas entre os dois presídios.
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Tropa de Choque da PM do Rio Grande do Norte entra na penitenciária estadual de Alcaçuz, na Grande Natal (Foto: Fred Carvalho/G1)Tropa de Choque da PM do Rio Grande do Norte entra na penitenciária estadual de Alcaçuz, na Grande Natal (Foto: Fred Carvalho/G1)
Um helicóptero da PM auxiliou na operação, que envolve Choque, Bope e GOE (Grupo de Operações Especiais). Às 6h20, era possível ver fumaça negra nos pavilhões e ouvir bombas de efeito moral do lado de fora da penitenciária.
Alcaçuz fica em Nísia Floresta, cidade da Grande Natal, e é o maior presídio do estado. A penitenciária possui capacidade para 620 detentos, mas abriga cerca de 1.150 presos, segundo a Sejuc, órgão responsável pelo sistema prisional do RN.
Enquanto os veículos entravam no complexo penitenciário, pessoas que estavam na porta aplaudiam e vaiavam os policiais. Há familiares de detentos, que ontem à noite tentaram furar o bloqueio policial, sem sucesso. Eles dizem que presos que não estão envolvidos na rixa entre as facções estão pedindo socorro. Com panos brancos, eles acenaram e pediram paz.
Durante a madrugada, o tenente-coronel Marcos Vinícius, que comanda o Bope, disse ao G1, por volta das 2h, que não houve negociação entre PM e presos. A madrugada foi tranquila, sem tiros nem tumultos aparentes. O complexo ficou sem energia elétrica desde a noite de ontem. Muitos tiros foram ouvidos e era possível ver muita fumaça do lado de fora do presídio ontem.
Ontem à noite, o secretário estadual de Justiça e Cidadania (Sejuc), Wallber Virgolino, afirmou que a determinação era retomar o controle do presídio. "A ordem já foi dada: retomar o controle de Alcaçuz e evitar rebeliões em outras unidades", afirmou Virgolino, que diz ter chamado todos os agentes penitenciários que estavam de folga. O estado possui cerca de 800 agentes penitenciários.
penitenciária, presídio, Alcaçuz, rn, rio grande do norte, polícia militar, pm, bope, blindado (Foto: Fred Carvalho/G1)Blindado da Tropa de Choque da PM do Rio Grande do Norte entra na penitenciária estadual de Alcaçuz, na Grande Natal (Foto: Fred Carvalho/G1)
presos, detentos, penitenciária, presídio, Alcaçuz, rn, rio grande do norte (Foto: Fred Carvalho/G1)Presos amanhecem no telhado da penitenciária, de Alcaçuz, a maior do Rio Grande do Norte, em rebelião. Quando a Tropa de Choque entrou no presídio, eles já estavam fora dos telhados (Foto: Fred Carvalho/G1)
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familiares, familia, presos, detentos, penitenciária, presídio, Alcaçuz, rn, rio grande do norte, polícia militar, pm, bope, blindado (Foto: Anderson Barbosa/G1)Familiares de detentos aguardam em frente à penitenciária de Alcaçuz (Foto: Anderson Barbosa/G1)
O moti