sábado, 4 de março de 2017

Presidente da Ferj critica "incitação ao ódio" por cartola do Bota: "Inconcebível"



Carrossel Carlos Eduardo Pereira e Rubens LopesO presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), Rubens Lopes, apesar da boa relação que mantém com o Botafogo desde a gestão de Maurício Assumpção, não engoliu a postura do atual presidente alvinegro, Carlos Eduardo Pereira, na briga jurídica envolvendo a determinação do Juizado Especial do Torcedor proibindo clássicos com duas torcidas no estado. Lopes criticou as declarações de Pereira, o que qualificou de "incitação ao ódio".

Após Flamengo, Fluminense e a Procuradoria Geral do Estado terem conseguido suspender a liminar que obrigava a final da Taça Guanabara a ter torcida única, com o jogo já marcado pela Ferj para o Estádio Nilton Santos, ou Engenhão, Pereira disse que os assassinos do torcedor morto no dia 12, em confronto entre as torcidas de Botafogo e Flamengo nos arredores do estádio, poderiam ir ao jogo. 

No desenrolar da disputa jurídica, ele deixou bem claro que seu único problema era em receber a torcida rubro-negra, rixa que começou faz tempo, quando William Arão resolveu trocar General Severiano pela Gávea.

- A rivalidade é e sempre será sadia no futebol.  Mas é inconcebível em tempos de bandeira branca o discurso de incitação ao ódio.  Os torcedores de Flamengo e Fluminense não são assassinos. E cabe às Polícias o papel da investigação e, mais tarde, a responsabilização. Defendemos, sim, a defesa dos direitos e da paz. É incontroverso que cabe ao poder público a segurança do cidadão. Mas a sociedade não deve se abster de implementar medidas, desenvolver ações e promover campanhas que previnam a violência. Exatamente nesse ponto que torna-se fundamental a participação do dirigente esportivo, independentemente  da posição do seu clube ou do pensamento que possa ter a respeito do seu adversário. Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo são rivais, não inimigos. E ninguém precisa botar mais fogo nisso.

Lopes mostrou preocupação ainda com grupos com intenção de jogar por terra o esforço dos clubes em manter os clássicos com duas torcidas no Rio:

- Me preocupa muito e faço o alerta às forças de segurança para os riscos de emboscadas com intuito apenas de denegrir e jogar lama sobre todos os esforços dos finalistas da Taça GB e FERJ pela paz e o entendimento da Justiça na liberação das torcidas. A infiltração de "estranhos" interessados em colocar essa mancha merece um grito de atenção preventivo.

O dirigente ainda fez um apelo às torcidas de Flamengo e Fluminense para que não haja depredação do estádio alvinegro:
 
- Aproveito para registrar em forma de pedido que as torcidas de Fluminense e Flamengo preservem o Estádio Nilton Santos sem dar margem a novas críticas e também  evitar que suas diretorias tenham que arcar com eventuais prejuízos. Torçam, façam o show de sempre.